Abstract
A transição do modelo de administração pública burocrático para um modelo gerencial mais efetivo tem exigido uma nova postura das universidades públicas. Em resposta à cobrança por resultados e ao novo cenário, mais exigente e competitivo, tem sido crescente a utilização, na gestão universitária, de abordagens gerenciais oriundas do mercado denominadas de managerialism. Todavia, tais práticas têm se mostrado inadequadas, perdendo muito de sua eficácia por desconsiderarem a complexidade organizacional de universidades, em especial, públicas. O objetivo deste estudo é analisar as contribuições e limitações do Planejamento Estratégico, na percepção dos gestores de uma universidade pública. Dados foram coletados por meio de entrevistas, observação não participante e documentos. Os resultados evidenciam um consenso por parte da gestão e das unidades acadêmicas quanto à necessidade e às contribuições da profissionalização da gestão pública. Indicam, porém, que a ambiguidade das políticas públicas e a excessiva regulamentação do governo federal aliadas à complexidade da organização acadêmica se constituem em sérios limitadores para o sucesso de práticas managerialistas como o planejamento estratégico. As conclusões revelam que a efetividade dessa abordagem gerencial requer adequação da racionalidade implícita no modelo às especificidades das organizações acadêmicas, como condição para que os esforços possam produzir os benefícios esperados.
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Pascuci, L., Meyer Jr., V., Magioni, B., & Senna, R. (2016). Managerialism na gestão universitária: implicações do planejamento estratégico segundo a percepção de gestores de uma universidade pública. Revista Gestão Universitária Na América Latina - GUAL, 37–59. https://doi.org/10.5007/1983-4535.2016v9n1p37
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