Abstract
Uma das maiores causas de disfunção do movimento é a falta de flexibilidade muscular, podendo interferir na funcionalidade dos indivíduos. Flexibilidade pode ser alterada por meio de alongamento, mas sabe-se que os efeitos do treinamento são, em geral, transitórios - aumentos duráveis resultam de remodelamento adaptativo e não simplesmente de deformação mecânica. Objetivo: Analisar a durabilidade dos efeitos de um programa de alongamento dos isquiotibiais e verificar se há diferença quando associado à esteira elétrica (aquecimento profundo) anteriormente. Métodos: Treze mulheres e sete homens entre 18 e 39 anos, divididos em dois grupos: alongamento (A) e esteira e alongamento (EA), foram submetidos a seis semanas, cinco vezes/semana, de alongamento estático ativo dos isquiotibiais em quatro séries de 30s e esteira elétrica, somente no EA, antes do alongamento. Foi realizada medida do ângulo poplíteo utilizando-se goniometria no pré e pós-treinamento durante um mês. Resultados: Os grupos obtiveram ganho significativo (p=0.000), mas não houve diferença significativa entre eles. A diminuição desse ganho em ambos aconteceu a partir do primeiro dia pós-treinamento, retornando à medida inicial em 72 horas. Discussão: Os achados sugerem que os benefícios do treinamento em longo prazo existem, porém, assim que se interrompe, eles vao deixando de existir, e não se pode afirmar se foram devido a um remodelamento adaptativo ou deformação mecânica. Conclusão: O ganho obtido foi transitório, mas deve-se considerar que não houve demanda funcional para que ele se mantivesse.
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Lima, R. C. M., Pessoa, B. F., Martins, B. L. T., & Freitas, D. B. N. de. (2006). Análise da durabilidade do efeito do alongamento muscular dos isquiotibiais em duas formas de intervenção. Acta Fisiátrica, 13(1), 32–38. https://doi.org/10.11606/issn.2317-0190.v13i1a102576
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