Abstract
Partindo de uma concepção histórico-crítica como arcabouço teórico, o presente artigo propõe uma análise crítica sobre a escola de tempo integral e da prática de docentes que atuam nessas instituições de ensino. Os estados e municípios construíram escolas de tempo integral no movimento que ia ao encontro das políticas educacionais e, para tanto, organizaram currículos que atendessem às novas demandas de ensino. O estudo aponta que os professores tentam superar a organização curricular de tempo parcial e estabelecem novas formas de ensinar considerando o maior tempo que os alunos passam na escola, o que, por si só, não garante uma melhora na qualidade do processo ensino-aprendizagem. Com isso, o artigo traz novos elementos para pensar uma pedagogia emancipatória e de formação integral que avança na perspectiva de uma escola pensada para atender o capital e o sistema econômico. Conclui-se que a escola de tempo integral é caminho profícuo, mas não o único, para uma prática docente dialética e emancipadora, pois, ao dispor de mais tempo nas escolas, o currículo dessas instituições pode proporcionar ao educando o conhecimento da sua própria realidade e as contradições sociais, que não se obtém, apenas, com o atendimento automático das diretrizes legais. Palavras-chave: Educação de tempo integral, Educação emancipadora, Didalética
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Ipolito, J. C., & Eddine, E. A. C. (2021). ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL. Revista Sapiência: Sociedade, Saberes e Práticas Educacionais (2238-3565), 10(6), 1–17. https://doi.org/10.31668/revsap.v10i6.12665
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