Abstract
O objetivo deste trabalho foi avaliar e comparar atributos microbiológicos e bioquímicos de solos de áreas degradadas, em recuperação, com outras consideradas naturais, sem interferência antrópica recente, em Itajubá (MG), para verificar sua capacidade de indicar a qualidade do solo destas áreas. Para isso, amostras de solo foram coletadas em fevereiro de 2003 (verão), em seis áreas, sendo três de áreas naturais e outras três de áreas degradadas, em recuperação. Foram avaliados a densidade de fungos e bactérias, microrganismos solubilizadores de fosfato, biomassa C e atividade microbianas. Paralelamente, foram estabelecidas relações entre atributos visuais de qualidade do solo com aqueles microbiológicos e bioquímicos, verificando sua capacidade de utilização como indicadores da recuperação destes solos em áreas degradadas. A degradação das áreas promoveu forte impacto negativo na microbiota do solo, reduzindo o número de todos os grupos de microrganismos estudados, atividade e biomassa microbianas.Os microrganismos do solo foram considerados bons indicadores da recuperação de solos das áreas degradadas. A recuperação observada sobre o solo por meio de atributos visuais não teve relação com aquela observada por atributos microbiológicos e bioquímicos. Os resultados comprovam que a recuperação das áreas degradadas está fortemente limitada por parâmetros microbiológicos e bioquímicos do solo.
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Silveira, R. B., Melloni, R., & Guimarães Pereira, E. (2017). Atributos microbiológicos e bioquímicos como indicadores da recuperação de áreas degradadas, no sul de Minas Gerais. Revista Acadêmica: Ciência Animal, 2(2), 21. https://doi.org/10.7213/cienciaanimal.v2i2.15051
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