Abstract
Tendo em vista a ocorrência nacional de diversos movimentos estéticos que identificam os cabelos como fios condutores de novas identidades, verifico as negras ousando assumir uma estética anteriormente negada e discriminada por um padrão estético de beleza eurocêntrico. Neste sentido, busco analisar este movimento enquanto fenômeno estético afro-diaspórico, considerando as ressignificações capilares com seus usos e abusos, desconstrutores de hegemonia alavancado por coletivos de mulheres negras. Esse estudo vai se concentrar em analisar como estes movimentos liderados por mulheres no interior dos coletivos instituídos através das redes sociais — via Facebook — têm contribuído para a autoestima e afirmação da estética negra a partir do empoderamento crespo e, especialmente, tornando essa afirmação estética mais uma bandeira da luta antirracista. A metodologia a ser desenvolvida está ancorada no método (auto)biográfico e na pesquisa exploratória. O referencial teórico está coadunado com o pensamento Pós-Colonial, visto que trata-se de um estudo onde a descolonização estética é fulcral na atual conjuntura sociocultural e política do país.Palavras-Chave: Estética Afro-Diaspórica. Empoderamento Crespo. Estima. Estigma eMulheres Negras.
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De Mattos, I. [Ivy] G. (2016). Estética afro-diaspórica e o empoderamento crespo. Pontos de Interrogação — Revista de Crítica Cultural, 5(2), 37. https://doi.org/10.30620/p.i..v5i2.2164
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