Foucault e Heidegger. A ética e as formas históricas do habitar (e do não habitar)

  • FIGUEIREDO L
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A ética e as formas históricas do habitar (e do não habitar) LUÍS CLAUDIO FIGUEIREDO 1. Foucault e Heidegger? ada uma relação que é sem dúvida muito significativa, que passa por natural e de todos conhecida entre Foucault e Nietzsche, cabe, de início, perguntar acerca do sentido e da pertinência da aproxima-ção que aqui se fará entre Foucault e Heidegger. Para os leitores de um dos mais belos e elucidativos textos sobre o conjunto da obra de Michel Foucault -Michel Foucault: Beyond structuralism and hermeneutics, de Dreyfus e Rabinow -esta aproximação não surpreende. Assinalo, inclusive, que há uma entrevista de Foucault autorizando explicitamente esta relação. Diz ele: " Fiquei surpreso quando dois amigos de Berkeley escreveram que eu fora influenciado por Heidegger. Certamente é verdade, mas ninguém na França o tinha enfatizado " (Foucault, 1994, p.780). Contudo, é numa outra entrevista, concedida no dia 29 de maio de 1984, menos de um mês antes de sua morte, ocorrida em 25 de junho, que Foucault diz o que era necessário D RESUMO: A partir de uma entrevista em que Foucault coloca a obra de Heidegger como uma das duas bases fundamentais de seu próprio pensa-mento (a outra é Nietzsche), o texto desenvolve uma das possibilidades de aproximação entre Heidegger e Foucault: a compreensão da ética enquan-to morada e habitação. Os trabalhos derradeiros de Foucault, em que se renova o pensamento da ética através de um nítida separação entre ética e moral e mediante uma análise da ética enquanto procedimentos e técnicas de subjetivação -as tecnologias de si -são então contemplados por este ângulo. Ao final, é retomada e discutida a última mensagem de Foucault, a sua proposta de uma ética entendida como uma nova estética existencial.

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FIGUEIREDO, L. C. (1995). Foucault e Heidegger. A ética e as formas históricas do habitar (e do não habitar). Tempo Social, 7(1–2), 136–149. https://doi.org/10.1590/ts.v7i1/2.85214

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