Abstract
Este trabalho, elaborado a partir de uma pesquisa empírico-descritiva, tem o objetivo de analisar o tema reserva orçamentária do ponto de vista da retórica, em uma abordagem de aproximação interpretativista por meio de um estudo de caso. Oferece uma visão alternativa aos trabalhos desenvolvidos sob a égide do positivismo, em que tudo o que se desenvolve nas organizações é estritamente racional. Além disso, desdobra o que se denominou, genericamente, reservas, como se fosse uma “caixa preta” em que tudo é igual e assim deve ser tratado. Foi escolhida uma organização de grande porte, com as complexidades, necessidades e tensões que ela proporciona. Existem três principais achados desta pesquisa. O primeiro é a ambiguidade de entendimento de reservas tanto como algo a ser evitado como também algo essencial à gestão, ou seja, quando existe, beneficia a organização. O segundo achado é que o entendimento negativo quanto à existência da reserva é acompanhado da negação da sua existência. O terceiro achado é que o argumento para a não existência das reservas orçamentárias está baseado na estrutura que considera sistema de informações, metas derivadas das estratégias e intenso envolvimento da alta administração, o que inibiria a sua constituição. Como implicação, reflexão nas organizações ao tratar as reservas orçamentárias como algo a gerenciar e não simplesmente evitar.
Cite
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Frezatti, F., Beck, F., & Silva, J. O. da. (2013). PERCEPÇÕES SOBRE A CRIAÇÃO DE RESERVAS ORÇAMENTÁRIAS EM PROCESSO ORÇAMENTÁRIO PARTICIPATIVO. Revista de Educação e Pesquisa Em Contabilidade (REPeC), 7(4). https://doi.org/10.17524/repec.v7i4.972
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