Abstract
Nos debates políticos e em diversos campos das ciências sociais, têm sido notórias as dificuldades para formular alternativas teóricas e políticas à primazia total do mercado, cuja defesa mais coerente tem sido formulada pelo neoliberalismo. Estas dificuldades devem-se, em grande medida, ao fato de que o neoliberalismo é debatido e confrontado como uma teoria econômica, quando na realidade deve ser compreendido como o discurso hegemônico de um modelo civilizatório, isto é, como uma extraordinária síntese dos pressupostos e valores básicos da sociedade liberal moderno em torno do ser humano, da riqueza, da natureza, da história, do progresso, do conhecimento e da boa vida. As alternativas às propostas neoliberais e ao modelo de vida que representam, não podem ser encontrados em outros modelos ou teorias no campo da economia já que como disciplina científica assume, no fundamental, a cosmovisão liberal.ÍNDICEApresentação da edição em português - CARLOS WALTER PORTO GONÇALVESPrefácioApresentaçãoCiências sociais: saberes coloniais e eurocêntricos - EDGARDO LANDEREuropa, modemidade e eurocentrismo - ENRIQUE DUSSELA colonialidade de cabo a rabo: o hemisfério ocidental no horizonte conceitual da modemidade - WALTER D. MIGNOLONatureza do pós-colonialismo: do eurocentrismo ao globocentrismo - FERNANDO CORONILO lugar da natureza e a natureza do lugar: globalização ou pós-desenvolvimento? - ARTURO ESCOBARCiências sociais, violência epistêmica e o problema da "invenção do outro" - SANTIAGO CASTRO-GÓMEZ Superar a exclusão, conquistar a equidade: reformas, políticas e capacidades no âmbito social - ALEJANDRO MORENOColonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina - ANÍBAL QUIJANO
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Godoy, A. (2000). O modelo da natureza e a natureza do modelo. São Paulo Em Perspectiva, 14(4), 129–138. https://doi.org/10.1590/s0102-88392000000400015
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