Abstract
O presente estudo analisa o conceito de agressividade na teoria de Jacques Lacan (1998/1948), articulando-o às contribuições contemporâneas de Fong (2017), Kaye (2023) e Neill & Eyers (2024). A agressividade é concebida por Lacan como uma força estrutural que atravessa a constituição subjetiva e o laço social, emergindo da alienação inerente ao estádio do espelho e sendo mediada pelo grande Outro. A análise expõe como essa tensão constitutiva, articulada aos registros do imaginário, do simbólico e do real, é essencial para compreender a subjetividade. Ao dialogar com os autores contemporâneos, o estudo amplia a compreensão do conceito, conectando-o às dinâmicas pré-especulares de dependência e separação (Fong), às tensões sociopolíticas do capitalismo que exacerbam o narcisismo e a violência estrutural (Kaye), e às experiências de fragmentação corporal que moldam a subjetividade (Neill & Eyers). Conclui-se que a agressividade é um conceito indispensável para a psicanálise e para a análise de subjetividades contemporâneas, bem como na psicologia forense. Ademais, propõe-se investigações futuras sobre o manejo clínico e as implicações socioculturais da agressividade, destacando sua centralidade na compreensão de transformações subjetivas e sociais.
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Borges Dias, C. E., Freire Fernandes Eichler dos Santos, A., Borges Dias Souto, L., & Mac-Cormick Maron, W. (2025). Agressividade em Psicanálise. Interamerican Journal of Forensic Psychology, 2. https://doi.org/10.35168/2966-3466.utp.ijfp.y.vol2.n0.pp1-16
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