Abstract
O presente trabalho tematiza as discursividades de Estado, tramadas em gênero e sexualidade sobre a prostituição. A performatividade em gênero e sexualidade orientaram os esforços analíticos sobre os casos narrados. Os estupros, espancamentos e perseguições contra as prostitutas possuem uma dinâmica estética sui generisque se destaca na utilização dos signos de poder (armas, algemas, coturnos, cassetetes etc.) como instrumentos necessários à prática sexual violenta. É comum ouvir das trabalhadoras sexuais que os policiais as violentavam no exercício das suas funções, utilizando os seus equipamentos de trabalho. As mulheres prostitutas passaram a narrar casos em que a violência policial enunciava discursos de Estado. Os casos de violência sexual empreendida por policiais passaram a acompanhar a rotina da pesquisa. A performance erótica, o erotismo e o fetiche sexual foram os fios condutores na análise da violência policial contra as prostitutas. Estes escritos, portanto, têm por objeto as discursividades de Estado na violência policial contra prostitutas.
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Mello, B. M. de, & Santos, S. M. dos S. (2018). O céu de Suely. Revista de Ciências Do Estado, 3(2), 117–134. https://doi.org/10.35699/2525-8036.2018.5130
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