Abstract
O presente artigo esboça uma história da recepção estética e política da cidade uni- versitária de Coimbra edificada pelo Estado Novo. O objectivo é detectar as transforma- ções que acompanharam a sua elevação a património mundial da UNESCO (2013) e, em particular, contextualizar o clamor dos estudantes contra as inscrições partidárias na escadaria monumental (Maio de 2011). Para isso, a recepção crítica é dividida em cinco períodos definidos pela tónica dos discursos: o fascínio pela «grandeza» das obras que se anunciam (1934-1941); a interpretação polí- tica da monumentalidade arquitectónica e urbanística (1941-1966); a tardia valorização do núcleo histórico urbano e o vigor cres- cente dos juízos estéticos e políticos nega- tivos (1966-1990); o predomínio das inter- pretações historiográficas (1990-2011); o reinvestimento simbólico e afectivo (a partir de 2011).
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Rosmaninho, N. (2014). Cidade Universitária de Coimbra: património e exaltação. Revista Portuguesa de História, (45), 629–646. https://doi.org/10.14195/0870-4147_45_26
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