O Vir a Ser da Estratégia como uma Prática Social

  • Rese N
  • Kuabara F
  • Villar E
  • et al.
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Abstract

Resumo Esta pesquisa tem por objetivo compreender como a estratégia torna-se uma prática social em contextos submetidos a lógicas diversas da lógica capitalista. O estudo foi desenvolvido a partir de uma pesquisa narrativa em um empreendimento social, tendo esta organização o objetivo de potencializar os resultados de Escolas de Educação Especial por meio da gestão. A análise dos dados deu-se a partir da Tipologia proposta por O’Connor (2002) e das características da narrativa apresentadas por Pentland (1999). Para se tornar uma prática social em um contexto onde não o é, dá-se um exercício qualificado de sensegiving e sensemaking. Como resultados, observam-se: (a) a narrativa desenvolvida na conversação com os investidores é carregada de histórias situacionais; (b) a narrativa desenvolvida na conversação com o público atendido é carregada de histórias genéricas; e (c) o sentido dado pelos estrategistas e construído pelos diferentes praticantes dá-se em um processo narrativo de negociação de significado, cuja legitimidade está assentada nas histórias pessoais, e cuja plausibilidade, nas histórias genéricas e situacionais. Em termos de conclusão, entende-se que a estratégia se torna uma prática social na medida em que seus significados passam a ser compartilhados nesse novo espaço e então orientam as atividades (práxis) cotidianas da estratégia.Abstract This research aims to understand how strategy becomes a social practice when submitted to various capitalistic logics. The study was developed from a narrative perspective in a social enterprise whose goal is to enhance the results of Special Education Schools through management. Data analysis was based upon the typology proposed by O’Connor (2002) and from narrative features discussed by Pentland (1999). For something to become a social practice in a context where it is not, it undergoes an exercise where it is qualified as sensegiving and sensemaking. Observed results show that: (a) the narrative as developed in conversation with investors is loaded with situational histories; (b) the narrative as developed in conversation with the public is loaded with generic histories; (c) the meaning given by the strategists and constructed by the different practitioners is presented as a narrative about the meaning negotiating process, where legitimacy is based on personal histories and plausibility on generic and situational histories. In conclusion, we understand that strategy becomes a social practice in that its meanings come to be shared in this new space and, thus, come to guide the ordinary activities (praxis) of strategy.

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Rese, N., Kuabara, F. H. S., Villar, E. G., & Ferreira, J. M. (2017). O Vir a Ser da Estratégia como uma Prática Social. Revista de Administração Contemporânea, 21(2), 227–248. https://doi.org/10.1590/1982-7849rac2017150300

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