Abstract
A ênfase difusionista tem predominado nas teorizações, políticas e práticas acerca da inclusão digital, marcando iniciativas em geral voltadas à expansão do acesso da população a computadores e outras tecnologias digitais. O presente artigo sintetiza e problematiza elementos principais de tal ênfase – dada sua limitada abrangência do complexo fenômeno – a partir da problemática brasileira e propõe uma nova perspectiva teórica a partir das teorizações de Pierre Rabardel. Os autores descrevem e analisam processos-chave de experiências de inclusão digital que se compõem de várias etapas de ensino: os níveis de saber digital, os níveis de conhecimento digital e seus desdobramentos. A perspectiva teórica proposta estabelece ainda uma visão sistêmica do processo de inclusão digital desdobrada em seis princípios de sustentabilidade e propõe diretrizes para a multiplicação de práticas e programas de inclusão digital no Brasil.
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Borges Neto, H., & Rodrigues, E. S. J. (1969). O que é inclusão digital? um novo referencial teórico. Linhas Críticas, 15(29), 345–362. https://doi.org/10.26512/lc.v15i29.3554
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