Abstract
“O museu é o espelho colossal onde o homem se contempla, finalmente, sob todos os ângulos, julga-se literalmente admirável e se abandona ao êxtase expresso em todas as revistas de arte”. De acordo com Georges Bataille (Documents, 1929), o espelho é uma metáfora do museu como um todo. Uma longa tradição intelectual no pensamento latino-americano (em especial no Chile, de Sarmiento a Lihn) manteve a divisão sujeito/objeto para analisar de que modo as construções materiais, culturais, sociais e políticas funcionam, de ambos os lados dessa relação, na medida em que ambas estão inscritas com histórias e identidades e podem até modificar-se recíprocamente no interior do espaço do museu.
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Antelo, R. (2019). O museu é um espelho ustório. Remate de Males, 39(1), 4–27. https://doi.org/10.20396/remate.v39i1.8654438
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