Abstract
Devido às suas características altamente perecíveis, as hortaliças apresentam os maiores níveis de perdas na fase de pós-colheita. A Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável define o ODS 12, que busca assegurar padrões de produção e consumo sustentáveis, e redução de metade do desperdício de alimentos per capita no mundo, além da redução das perdas de alimentos ao longo de toda a cadeia de produção e suprimentos. O aprimoramento da cadeia de produção desses produtos representa um importante papel para a saúde, para a segurança alimentar e para o combate à fome. Nesse sentido, este estudo objetiva investigar as práticas antiperdas na fase pós-colheita em uma cadeia de abastecimento de hortaliças de um município do interior paulista, dada a importância da agricultura familiar no Brasil e a urgência para a diminuição das perdas de alimentos. A metodologia utilizada foi a pesquisa qualitativa, com revisão de literatura e documental, utilizando o método do estudo de caso único, realizado junto a um agricultor familiar, e questionário para levantar dados primários a respeito do tema. Entre os resultados obtidos, verificou-se que as ações antiperdas praticadas na cadeia partem do principal membro (produtor), que solicita constantemente uma maior atenção quanto à forma de apresentação dos produtos ao consumidor, colheita mais próxima possível do horário de entrega aos mercados, e colaboração dos parceiros quanto à entrega de quantidades de acordo ao que é absorvido pelo mercado, evitando as perdas nas câmaras frias.
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Marangoni, S. M., Mannarelli Filho, T., Mac-Lean, P. A. B., & Satolo, E. G. (2022). Práticas antiperdas na fase pós-colheita em uma cadeia de abastecimento de hortaliças. Revista Em Agronegócio e Meio Ambiente, 15(4), 1–18. https://doi.org/10.17765/2176-9168.2022v15n4e10015
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