Abstract
A presente investigação visa avaliar a relação entre o processo de internacionalização empresarial e a estrutura de capitais das empresas. Especificamente, pretende-se aferir a adequação da designada teoria do Usptream-Downstream, que postula que o nível de endividamento das empresas exportadoras aumenta com exportações realizadas para mercados mais estáveis que o doméstico, e diminui quando se exporta para destinos mais arriscados que os existentes no mercado nacional. No caso de Portugal esta discussão reveste[1]se de enorme importância, face ao aumento sustentado do grau de abertura da economia nacional. Recolhidos dados sobre 7001 empresas exportadoras do setor industrial manufatureiro, para o período 2007- 2013, foram realizadas regressões, explicando o nível de endividamento (geral, a curto prazo e a médio e longo prazo) a partir da intensidade exportadora, respetivamente para os mercados comunitários e extra[1]comunitários. Os resultados obtidos permitiram a validação da hipótese Upstream nas exportações para mercados comunitários e no caso do endividamento a curto prazo. Foi também possível validar a hipótese de que os rácios de endividamento a curto prazo aumentam nas empresas que exportam para os mercados comunitários mas apenas até um certo nível, baixando depois (observando-se que o efeito Upstream tem a forma de um U invertido).
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Silva, A., & Lopes, C. (2018). Determinantes da estrutura de capital em empresas industriais exportadoras portuguesas. Egitania Sciencia, 1(22), 75–93. https://doi.org/10.46691/es.v1i22.196
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