Abstract
Esse estudo buscou averiguar a presença do gerenciamento de resultados contábeis nos períodos afetados pela substituição dos chief executive officer (CEO) no Brasil. Utilizando dados de 227 companhias listadas na B3 de 2010 a 2016, verificou-se, por meio dos modelos de Jones Modificado e Jones Modificado com ROA, que não há indícios da prática de gerenciamento por parte dos administradores que deixam as organizações. Todavia, foram verificadas indicações de que os novos executivos tendem a gerenciar os resultados de forma mais veemente nos primeiros anos de seus mandatos. Referidos achados reforçam as suposições teórico-conceituais de que os novos CEOs tendem a piorar os resultados no momento de sua entrada. Este resultado poderia ser compreendido como uma busca para que lhes seja atribuído demasiado êxito em períodos futuros comparados aos seus predecessores. Adicionalmente, a realização do gerenciamento nos primeiros anos se daria com maior vulto em função desses administradores estarem em período de avaliação quanto ao cumprimento de suas funções no cargo.
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Neto, A. C. N. de S., Sampaio, J. de O., & Flores, E. (2021). Alterações de CEOs e o gerenciamento de resultados contábeis no Brasil. Brazilian Review of Finance, 19(1), 97–124. https://doi.org/10.12660/rbfin.v19n1.2021.81397
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