Abstract
Em tempos de pandemia, quando pensamos na superação da crise, é preciso uma responsabilidade no conjunto da sociedade. Os Estados, escolas, empresas, sindicatos e universidades precisam (re)pensar estratégias de cooperação entre os homens. No Estado moderno o sujeito reconhecido como cidadão, encontra-se em crise. A idealização universal do “ser cidadão” encontra-se fragilizada, rompida da sua existência como ser humano. Nos currículos escolares será necessária a ênfase para uma educação voltada para a sustentabilidade, pois o aquecimento global e a economia não solidária, não comunitária, do desperdício, e, não distributiva, vai definhando com o planeta. O desemprego e a fome aumentaram no mundo. São necessárias formas associativas de trabalho. Com o Novo FUNDEB, existe a possibilidade do salário do professor da Educação Básica no Brasil ser mais justo, com a observância da Lei do Piso do Professor e Planos de Carreira, que contemplem os diferentes níveis de formação e formação contínua. Com salários mais dignos e justos aos professores, ganha a sociedade, e aprimora-se a ciência, a tecnologia e a pesquisa. Ganha a educação em qualidade, com profissionais mais motivados. O capitalismo neoliberal em curso no Brasil e em outras partes do mundo, exercem uma forte pressão sobre os nossos currículos escolares. A mentira que vale como verdade, e a verdade que vale como mentira, como parte da cultura neoliberal, desestruturam as famílias, crianças, os jovens, a classe trabalhadora e os professores. É chegado o momento que almejamos, um mundo pós-pandemia, mais fraterno, solidário e cooperativo. Na educação, o professor é um dos profissionais mais vulneráveis ao Covid-19, e, diante desse quadro, as aulas presenciais não devem reiniciar no presente ano, ou, enquanto não for descoberto a cura da doença. O professor voltará mais valorizado pelas famílias, pela dimensão da complexidade que envolveu os pais em lidarem com os filhos nas tarefas escolares. Urge, que o Estado, o MEC e os políticos valorizem o professor com melhores condições de trabalho e salário. A responsabilidade e a solidariedade, são dimensões inseparáveis da ética. Se me sinto responsável, também me sinto solidário.
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Rambo, N. F. (2020). A EDUCAÇÃO EM REDE EM ÉPOCA DE PANDEMIA NO ESTADO NEOLIBERAL BRASILEIRO: POR UMA VIDA MAIS SOLIDÁRIA E DE ACOLHIMENTO, PARA AS EPIDEMIAS E CRISES SE REPETIREM MENOS! Revista Dialectus - Revista de Filosofia, (19), 239–255. https://doi.org/10.30611/2020n19id61580
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