Abstract
Resumo Em 2013, uma família de jovens músicos no estado do Ceará iniciou um projeto de educação musical na sua comunidade. Funcionando na sua própria casa, no bairro Novo Mondubim, um bairro popular situado na periferia sudoeste da cidade de Fortaleza, a família Cruz se organiza entre seus oito membros (a mãe, o pai e os seis irmãos) para ensinar música erudita às crianças do bairro. A partir da discussão de um trecho da etnografia do cotidiano do projeto, em que brincadeiras e apresentações musicais se alternam e se complementam, este ensaio propõe uma abordagem desse fazer musical erudito que considere a experiência dessas crianças e suas próprias narrativas a respeito do que é tocar e das formas como elas, às suas maneiras, refletem sobre a prática musical ali empreendida.Abstract In 2013, a family of young musicians in the state of Ceará started a music education project in their community. Operating in their own home, in a popular neighborhood called Novo Mondubim, located at the southwestern outskirts of Fortaleza, the Cruz family organizes its eight members (mother, father and six siblings) to teach classical music to other kids in their neighborhood. Through discussing the ethnography of the daily life in this project, when all sorts of play take place, this essay proposes an approach to this classical music making that considers the kid’s experience and their own narratives about what it is to play and how they, in their own ways, reflect upon the musical practice that takes place there.
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Braz, P. B. (2021). “Vem! É só segurar o violino assim e olhar pra frente” - o que as crianças podem nos ensinar sobre fazer música (e fazer antropologia)? Horizontes Antropológicos, 27(60), 223–253. https://doi.org/10.1590/s0104-71832021000200008
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