"Órgãos" ou "estruturas" fonoarticulatórias: um deslinde teórico - conceitual

  • Chávez F
  • Chocano A
N/ACitations
Citations of this article
11Readers
Mendeley users who have this article in their library.

Abstract

Tradicionalmente se utiliza o termo "órgãos" fonoarticulatórios para se referir aos diferentes elemen-tos que participam nesta função. No entanto, se estima que o adequado fosse chamá-los "estruturas", já que nem todas as unidades participam durante a fonoarticulação são "órgãos". É por isso que, em vista da divergência sobre a denominação destas, o presente artigo argumenta com respeito às razões pelas que os fonoaudiólogos deveriam se referir aos mesmos como "estruturas" e não como "órgãos", para o qual esta seção começará com a definição de ambos os termos e depois se efetuará a designação específica de cada estrutura e serão agrupadas pelo tipo de funcionalidade que apresentam durante a fonoarticulação. Define-se "órgão", segundo o dicionário Espasa (2000) como sendo "parte de um aparato com uma função bem definida; como o estômago, o pulmão, etc."; de acordo com o dicionário Mosby (2003) como uma "parte estrutural de um sistema do corpo formado pelo tecido e células que o capacitam para reali-zar uma função determinada, como o fígado, os órgãos digestivos, os órgãos reprodutores ou os órgãos dos sentidos especiais". O dicionário Dorland (2003) sinaliza que é a "parte do corpo, em certo modo independente e que realiza uma função especial"; por último o dicionário da Real Academia Espanhola o define como "cada uma das partes do corpo animal o vegetal que exercem uma função". É por isso que a partir de todo o mencionado anteriormente pode se concluir, que um órgão é uma parte do corpo humano que pertence a um sistema e efetua uma função observável, específica e em certa medida independente. No que se diz respeito à definição de "estrutura", o dicionário Mosby (2003) indica que é uma "parte do corpo, como o coração, um osso, uma glândula, uma célula ou uma extremidade"; enquanto que o dicionário Dorland (2005) refere que são "componentes e seu modo de disposição para constituir um todo" e a Real Academia Espanhola a define como "distribuição das partes do corpo ou de outra coisa". Desta maneira pode-se afirmar que uma estrutura é uma parte que compõe o corpo humano como os ossos, glândulas, cavidades, músculos, órgãos, entre outros que podem ou não ter uma função definida e específica. Assim, se infere que o termo "estrutura" engloba todas as partes do corpo humano, men-cionadas nas linhas acima. Somado ao deslinde conceptual efetuado anteriormente, a análise das descrições realizadas pelos diferentes anatomistas, tais como Testut ytem concluir que nem todas as partes anatômicas que participam durante a fonoarticulação devem ser consideradas como órgãos já que não necessariamente apresentam uma função específica, como por exemplo, os condutos, septo nasal, abóbada, ossos, cavidades, entre outras. Em razão ao argumentado, se considera que o termo correto para ser utilizado deva ser "estrutura" já que este engloba todos os elementos que participam durante a produção da fonoarticulação, tais como, músculos, órgãos, abóbada, septo nasal, ossos, articulações, cavidades, etc. A seguir apresentamos o quadro 1, o qual mostra um esquema didático que mostra as diferentes Estruturas Fonoarticulatórias. Editorial (1) Fonoaudiólogo por la Faculdade Adventista Paranaense-Maringá-Paraná-Brasil; Docente de la unidad de posgrado de

Cite

CITATION STYLE

APA

Chávez, F. S., & Chocano, A. D. (2010). “Órgãos” ou “estruturas” fonoarticulatórias: um deslinde teórico - conceitual. Revista CEFAC, 12(5), 721–726. https://doi.org/10.1590/s1516-18462010000500001

Register to see more suggestions

Mendeley helps you to discover research relevant for your work.

Already have an account?

Save time finding and organizing research with Mendeley

Sign up for free