Abstract
Este artigo analisa o uso de narrativas orais, a partir dos Itan africanos, como proposta pedagógica antirracista para o enfrentamento da intolerância religiosa nas escolas públicas de Belém do Pará. Apresenta-se uma sequência didática baseada em Rildo Cosson, utilizando narrativas dos orixás Oxóssi e Nanã Buruquê. A pesquisa dialoga com estudos sobre memória, oralidade e identidade cultural, destacando-se o uso das narrativas orais como compartilhamento de saberes nas religiões de matriz africana. Como procedimentos metodológicos, de natureza qualitativa, utilizou-se pesquisa de campo por meio de entrevista semiestruturada e visita ao espaço afro religioso Tenda de Umbanda Pai João da Matas e Nanã Buruquê. Considera-se que a intolerância religiosa é crime que viola a dignidade humana, podendo ser enfrentada na escola através de inúmeros mecanismos, como educação antirracista, defesa dos direitos individuais, promoção do acesso à informação e busca por políticas públicas eficientes.
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Silva, S. S. S. da, & Silva, R. K. V. da. (2025). Iroko. Retratos Da Escola, 19(45), 1029–1047. https://doi.org/10.22420/rde.v19i45.2754
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