Hermenêutica e Literatura: a metáfora em Paul Ricoeur como princípio de interpretação da poética em O Guesa, de Sousândrade

  • Oliveira R
N/ACitations
Citations of this article
4Readers
Mendeley users who have this article in their library.

Abstract

É na obra La Métaphore Vive (1975) que Ricoeur trata da poesia como objeto de análise e interpretação. Ele procura instituir e legitimar, no âmbito da inovação semântica, a referencialidade do uso da linguagem poética numa relação de pertencimento: poesia e mundo e mundo e poesia. Isto porque, é suposto que o poema projeta um mundo a uma dimensão ontológica, um ser-como, um ser estruturalmente dialético. O poema tem um poder de referenciação direta que decorre da equivalência subsumida pelo verbo "ser" em posição metafórica entre o ver-como da metáfora e o ser-como da própria realidade. É com esse princípio estético que interpreto o poema O Guesa, de Sousândrade. As metáforas são recorrentes em O Guesa para transportar imagens e ações que numa transgressão das palavras, implode com a linguagem, revelando uma narração autônoma em seus cantos.

Cite

CITATION STYLE

APA

Oliveira, R. D. C. (2018). Hermenêutica e Literatura: a metáfora em Paul Ricoeur como princípio de interpretação da poética em O Guesa, de Sousândrade. Revista Desenredo, 14(1). https://doi.org/10.5335/rdes.v14i1.6815

Register to see more suggestions

Mendeley helps you to discover research relevant for your work.

Already have an account?

Save time finding and organizing research with Mendeley

Sign up for free