Abstract
No contexto mundial, o consumo de energia elétrica é uma preocupação relacionada à sustentabilidade em diversas tipologias construtivas. Segundo a IEA (2019), 15% da energia elétrica no mundo é consumida com fins de iluminação artificial, representando 5% da produção anual de gases efeito estufa. No Brasil, edificações residenciais e comerciais, de serviços e públicos, consomem cerca de 42,6% do total da eletricidade gerada no país (EPE, 2019), sendo a demanda por iluminação de, aproximadamente, 22% deste total em edifícios comerciais e do setor público (PROCEL, 2006). Além dos aspectos de eficiência, a qualidade da iluminação tem papel fundamental para melhoria das condições ambientais e, neste sentido, métodos e ferramentas para avaliação da qualidade da iluminação têm surgido, como os preconizados pela IEA SHC Task 50 (IEA, 2016). O presente artigo avaliou comparativamente dois edifícios públicos de idêntica arquitetura com diferenças na aplicação de retrofits de iluminação. Utilizou-se como parâmetros um protocolo de monitoramento, avaliando uso de energia, custos, qualidade do ambiente luminoso e avaliação do usuário (GENTILE et al, 2016). Foi adotado, ainda o método de etiquetagem PBE Edifica, para verificação de atributos de qualidade da iluminação e custos de retrofit. Foram realizados monitoramentos reais nos edifícios e entrevistas com os usuários. Como resultado, verificou-se uma grande diferença de custo entre os estudos de caso, mas demonstra-se que, nem sempre, a obtenção da etiqueta A resulta em qualidade de iluminação.
Cite
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Naves David Amorim, C., Souto, B. K. S. de, & Medeiros, A. D. de. (2021). Qualidade da Iluminação e Eficiência Energética em Edifícios Públicos: Análise Comparativa de Soluções de Retrofit. Paranoá: Cadernos de Arquitetura e Urbanismo, (29). https://doi.org/10.18830/issn.1679-0944.n29.2021.10
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