Abstract
This article presents initial mapping and a systematic analysis of 22 artificial intelligence applications implemented across 17 Peruvian state entities, documenting for the first time the operational AI ecosystem in Peruvian public administration. The study identifies a paradoxical pattern: while Peru legislates prolifically on AI matters—currently standing as the sole Latin American nation with specific AI laws enacted—existing applications lack technical documentation regarding algorithmic transparency, bias auditing, and fundamental rights impact assessment. The research reveals an instrumental and neutral approach wherein operational efficiency supersedes responsible governance. The article underscores the necessity to transition from a prescriptive innovation framework toward a more participatory paradigm, encompassing institutional reengineering grounded in public sector management best practices and inclusive stakeholder engagement mechanisms.A Inteligência Artificial (IA) tem sido progressivamente integrada na gestão pública global, oferecendo oportunidades para otimizar serviços, aumentar a eficiência e melhorar a tomada de decisões. Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa documental que compila e analisa sistematicamente um catálogo de 22 aplicações de IA implementadas por diversas entidades do Estado peruano. O estudo identifica os propósitos primários, as tecnologias subjacentes e os setores beneficiados, desde educação e justiça até saúde e meio ambiente. A análise revela uma adoção incipiente, porém diversificada, predominantemente focada em chatbots, processamento de linguagem natural (PLN) e visão computacional. No entanto, são identificados desafios críticos, como a falta de um marco regulatório abrangente, riscos de transparência e possíveis vieses algorítmicos. O artigo contrasta esse panorama nacional com os princípios de governança de IA estabelecidos em marcos internacionais, como o da União Europeia, e com as propostas legislativas em debate no Peru. Conclui-se que, embora exista um momentum inovador, é imperativo que o país avance em direção a uma estratégia nacional de IA que garanta seu uso ético, responsável e alinhado com o interesse público, indo além da mera automação de processos para alcançar uma transformação digital verdadeiramente inclusiva.Este artículo presenta una primera cartografía y un análisis sistemático de 22 aplicaciones de inteligencia artificial implementadas en 17 entidades del Estado peruano, documentando por primera vez el ecosistema operativo de IA en la Administración pública peruana. El estudio identifica un patrón paradójico: mientras el Perú legisla de manera prolífica en materia de IA —y a la fecha es el único país en América Latina con leyes específicas promulgadas—, las aplicaciones existentes carecen de documentación técnica sobre transparencia algorítmica, auditoría de sesgos y evaluación de impacto en derechos fundamentales. Se revela un enfoque instrumental y neutral donde la eficiencia operativa prevalece sobre la gobernanza responsable. Se sugiere la necesidad de transitar desde un enfoque de innovación menos prescriptivo hacia uno más participativo, lo que incluye una reingeniería institucional basada en buenas prácticas de gestión pública.
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Huancapaza Hilasaca, J. E. (2025). Implementación de inteligencia artificial en el Estado peruano: catálogo analítico de aplicaciones (2025). Interfases, (022), 143–158. https://doi.org/10.26439/interfases2025.n022.8263
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