Abstract
A partir de noções como memória, testemunho e dispositivos, busca-se investigar acionamentos da memória pelo grupo de moradores atingidos pela destruição de comunidades em Mariana (MG) com o rompimento da Barragem do Fundão (2015). Tal acionamento reveste-se de intencionalidades singulares e (re)significações em termos de um agir político próprio do ato de lembrar com o objetivo de impedir o esquecimento e apagamento do incidente que destruiu dezenas de moradias e que tirou a vida de 19 pessoas. Procede-se a análise de textualidades de natureza memorialística de edições do jornal A Sirene, editado desde fevereiro de 2016 pelos atingidos do incidente. Busca-se entender como tais narrativas se instituem como dispositivos da memória.
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Bruck, M. S., & Vargas, H. (2020). Narrativas da memória como dispositivo: a Sirene e a luta contra o esquecimento. MATRIZes, 14(2), 289–306. https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v14i2p289-306
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