Técnica de necropsia

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A., PINTO, SC., and OLIVEIRA, RS., orgs. Animais de Laboratório: criação e experimentação [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2002. 388 p. ISBN: 85-7541-015-6. Available from SciELO Books. All the contents of this work, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution-Non Commercial-ShareAlike 3.0 Unported. Todo o conteúdo deste trabalho, exceto quando houver ressalva, é publicado sob a licença Creative Commons Atribuição -Uso Não Comercial -Partilha nos Mesmos Termos 3.0 Não adaptada. Todo el contenido de esta obra, excepto donde se indique lo contrario, está bajo licencia de la licencia Creative Commons Reconocimento-NoComercial-CompartirIgual 3.0 Unported. INTRODUÇÃO Por definição, necropsia (do grego nekros = cadáver; opsis = vista) significa a abertura e a inspeção detalhada e metódica das cavidades e órgãos do animal morto com o objetivo de determinar a respectiva causa mortis. A morte se caracteriza por fenômenos orgânicos que se exteriorizam rapidamente. A cessação dos movimentos respiratórios, a parada do coração, a perda da consciência e da mobilidade voluntária, bem como o desaparecimento da reação reflexa de estímulos, são sinais imediatos da morte. O algor mortis, o rigor mortis, o livor mortis, as alterações oculares, a coagulação do sangue, a autólise e a putrefação são modificações que aparecem no corpo do animal, algum tempo após a sua morte, e são denominados de alterações cadavéricas. Esses processos são esquematizados nas seguintes fases: • fase da rigidez cadavérica; • fase dos livores ou manchas cadavéricas; • fase gasosa; • fase da coliquação; • fase da esqueletização. As três últimas já são de caráter putrefativo. O algor mortis, isto é, o esfriamento do cadáver, se instala 1 a 24 horas após a morte; o rigor mortis aparece mais ou menos 3 a 6 horas depois da morte e dura aproximadamente 24 horas, desaparecendo quando surgem os primeiros sinais de putrefação. Esse fenômeno surge primeiro nas pálpebras, depois nos maxilares, logo após no pescoço e finalmente nos demais músculos do corpo. O desaparecimento da rigidez se dá na mesma ordem em que se instala; o livor mortis se caracteriza pelo surgimento de manchas violáceas que se localizam nas regiões de declive e faltam nas regiões em que o corpo se apóia. São de forma e tamanho variáveis e bem perceptíveis. Os órgãos comprometidos por essa alteração cadavérica são, em geral, aqueles que ficam do lado em que o animal jaz. A opacidade da córnea, a retração do globo ocular, por evaporação de líquidos, e o seu fechamento, pela rigidez nos músculos palpebrais, são as alterações do olho que ocorrem após a morte. A decomposição cadavérica é caracterizada por uma série de fenômenos, tais como manchas da putrefação, timpanismo ou meteorismo da putrefação, enfisema da putrefação, maceração e odor. Todos decorrentes da invasão e da difusão de germes (bactérias) da putrefação pelo corpo, quase sempre de origem intestinal; daí o início dos processos putrefativos na cavidade abdominal. As manchas da putrefação são de cor verde ou azuladas e irregulares; aparecem na pele e nos órgãos em contato com os intestinos. A cor verde é devida à sulfametaemoglobina, formada pela ação do ácido sulfúrico, que surge das fermentações bacterianas sobre a hemoglobina.

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Cardoso, C. V. P. (2006). Técnica de necropsia. In Animais de Laboratório: criação e experimentação (pp. 331–335). Editora FIOCRUZ. https://doi.org/10.7476/9788575413869.0040

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