Abstract
Informações a respeito da sazonalidade, quantidade e qualidade da serapilheira acumulada fornecem subsídios para um melhor entendimento da dinâmica da ciclagem de nutrientes nos ecossistemas terrestres. Diante disso, este estudo objetivou quantificar a serapilheira acumulada e determinar o seu teor e conteúdo de nutrientes, em três diferentes coberturas vegetais na Reserva Natural Vale, Linhares – ES: área com a leguminosa (Fabaceae) subarbustiva Mimosa velloziana Mart., área com a leguminosa (Fabaceae) arbustiva Tephrosia candida DC. e área restaurada com espécies nativas da Floresta Atlântica, na estação chuvosa e na estação seca. Não foram observadas diferenças no acúmulo de serapilheira dentro da mesma cobertura vegetal, entre as estações climáticas. A área sob M. velloziana teve maior biomassa de serapilheira acumulada, seguida da área restaurada e da área com T. candida. A espécie M. velloziana proporcionou a serapilheira acumulada com maiores teores e conteúdos de macronutrientes, com exceção do cálcio, cujos teores e conteúdos foram maiores na serapilheira acumulada na área restaurada. As serapilheiras acumuladas das espécies leguminosas tiveram maiores teores e conteúdos de nitrogênio. O conteúdo total dos micronutrientes foi maior na serapilheira acumulada na restauração. A leguminosa M. velloziana se configurou como ótima opção para ser utilizada na recuperação de áreas degradadas e como espécie para compor sistemas agroflorestais, por retornar grande quantidade de nutrientes para o solo, por meio da serapilheira.
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Caldeira, M. V. W., Sperandio, H. V., Godinho, T. de O., Klippel, V. H., Delarmelina, W. M., Gonçalves, E. de O., & Trazzi, P. A. (2020). Serapilheira e nutrientes acumulados sobre o solo em plantios de leguminosas e em área restaurada com espécies nativas da Floresta Atlântica. Advances in Forestry Science, 7(2), 961–971. https://doi.org/10.34062/afs.v7i2.8310
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