Relações entre autoeficácia e motivação acadêmica

  • Martinelli S
  • Sassi A
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Abstract

A presente pesquisa teve como objetivo investigar as relações entre a motivação e as crenças de autoeficácia em estudantes do ensino fundamental. Participaram deste estudo 141 crianças entre 8 a 11 anos de idade, alunos de 2a, 3ª e 4a séries, de uma escola da rede pública do Estado de São Paulo. Os estudantes responderam a uma escala de motivação contendo 20 questões e três alternativas de respostas: sempre, às vezes e nunca, e a uma escala de autoeficácia acadêmica que também é composta de 20 questões dispostas em uma escala likert de 04 pontos que variam de muito capaz a nada capaz. A aplicação dos instrumentos ocorreu de forma coletiva, realizada nas salas de aulas dos alunos e somente com aqueles cujos pais haviam autorizado. Os resultados revelam uma correlação positiva e significativa entre a autoeficácia para o estudo, a autoeficácia geral e a motivação intrínseca. Também foi encontrada uma correlação negativa e significativa entre autoeficácia para o estudo e motivação extrínseca. A análise dos dados revelou ainda que houve diferenças estatisticamente significativas em relação à motivação intrínseca apenas entre o grupo com maior percepção de autoeficácia e o de menor percepção. A análise dessas diferenças revela que o grupo com melhor percepção de autoeficácia também obteve pontuação mais alta na escala de motivação intrínseca.La presente pesquisa tuvo como objetivo investigar las relaciones entre la motivación y las creencias de auto-eficacia en estudiantes de la enseñanza fundamental. Participaron de este estudio 141 niños y niñas entre 8 a 11 años de edad, alumnos de 2a, 3ª y 4a cursos, de una escuela de la red pública del Estado de São Paulo. Los estudiantes respondieron a una escala de motivación conteniendo 20 cuestiones y tres alternativas de respuestas, siempre, a veces y nunca, y a una escala de auto-eficacia académica que también está compuesta por 20 cuestiones dispuestas en una escala likert de 04 puntos que varían de muy capaz a nada capaz. La aplicación de los instrumentos ocurrió de forma colectiva, realizada en las salas de clase de los alumnos y solamente con aquéllos cuyos padres les habían autorizado. Los resultados revelan una correlación positiva y significativa entre la auto-eficacia para el estudio, la auto-eficacia general y la motivación intrínseca. También fue encontrada una correlación negativa y significativa entre auto-eficacia para el estudio y motivación extrínseca. El análisis de los datos reveló también que hubo diferencias estadísticamente significativas en relación a la motivación intrínseca solamente entre el grupo con mayor percepción de auto-eficacia y el de menor percepción. El análisis de esas diferencias revela que el grupo con mejor percepción de auto-eficacia también obtuvo puntuación más alta en la escala de motivación intrínseca.This study aimed at investigating the relationship between the motivation and self-efficacy beliefs of students in elementary school. A sample was composed of 141 children between 8 to 11 years, students from the 2nd, 3rd and 4th grades of public schools in São Paulo State/Brazil. The students completed a motivation scale containing 20 questions and three possibilities of responses: always, sometimes and never, and a range of academic self-efficacy also composed of 20 questions arranged in a likert scale of 4 points ranging from very able to not able. The instrument was applied collectively, in the student’s classrooms, and only those who had a previous parental consent were allowed to participate. The results showed a positive and significant correlation between the self-efficacy to study and general self-efficacy and intrinsic motivation. The results also had a significant negative correlation between self-efficacy to study and extrinsic motivation. The data analysis revealed that there were statistically significant differences on intrinsic motivation only among groups with higher and lower self-efficacy perception. The analysis of these differences indicates that the group with better perception of self-efficacy also had higher scores on the scale of intrinsic motivation.

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Martinelli, S. de C., & Sassi, A. de G. (2010). Relações entre autoeficácia e motivação acadêmica. Psicologia: Ciência e Profissão, 30(4), 780–791. https://doi.org/10.1590/s1414-98932010000400009

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