CEFALEIA CERVICOGÊNICA

  • Pereira K
  • Botelho W
  • Pagliarin L
  • et al.
N/ACitations
Citations of this article
7Readers
Mendeley users who have this article in their library.

Abstract

Objetivo: Contextualizar a cefaleia cervicogênica descrevendo sua etiologia, fisiopatologia, quadro clínico, critérios diagnósticos e tratamentos, para nortear a sociedade médica diante da patologia que está em crescente aumento de sua incidência. Métodos: O presente estudo realizou buscas nas bases de dados PubMed, Nature, Scielo e Wiley, utilizando os descritores cefaleia cervicogênica, e foram analisados trabalhos publicados entre os anos de 1980 e 2022, em todos os idiomas, além das respectivas traduções em inglês. Como fator de inclusão foi considerado: “trabalhos publicados dentro do escopo do estudo dentro do intervalo de tempo citado e relacionados a cefaleia cervicogênica e como fator de exclusão foi considerado: “trabalhos não relacionados ao tema de estudo e com relatos já ultrapassados de acordo com a literatura atual”. Resultados: Foram encontrados 1.319 artigos, após leitura e análise dos artigos foram selecionados 27 artigos, e de acordo com a relevância no assunto fazem parte do escopo do trabalho. Em relação a cefaleia cervicogênica é possível classifica-la como uma cefaleia secundária, atribuída a transtornos cervicais, com sintomatologia heterogênea, geralmente apresentando-se como uma cefaleia unilateral, não latenjante e não excruciante, podendo ser desencadeada por pontos gatilhos em região cervical podendo ainda se apresentar com pródomos autonômicos. Sua etiologia e fisiopatologia tem ligação direta com transtornos cervicais e irritação das fibras aferentes de C1-C2-C3, além da convergência para o núcleo trigêmeo-cervical aumentando a variabilidade de sintomas. Seu diagnóstico é baseado em critérios diagnósticos e existem uma grande variedade de tratamentos com eficácia limitada. Conclusão: A cefaleia cervicogênica pode se apresentar de formas heterogêneas dificultado seu diagnóstico e sendo subdiagnosticada e tratada erroneamente em até 50% dos casos, seu aumento em decorrência da pandemia alerta para a melhoria no diagnóstico e tratamento da cefaleia cervicogênica e os distúrbios osteomusculares associados.

Cite

CITATION STYLE

APA

Pereira, K. F., Botelho, W. G. N., Pagliarin, L. G., & Ramos, A. C. (2022). CEFALEIA CERVICOGÊNICA. Headache Medicine, 13(3), 186–191. https://doi.org/10.48208/headachemed.2022.19

Register to see more suggestions

Mendeley helps you to discover research relevant for your work.

Already have an account?

Save time finding and organizing research with Mendeley

Sign up for free