Aprendizagem: processos psicológicos e o contexto social na escola

  • Miguel F
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A. (Orgs.). (2004). Aprendizagem: processos psicológicos e o contexto social na escola. Petrópolis, RJ: Vozes, 282 p. Para que a escola possa cumprir seu papel de desenvolver ao máximo o aprendizado dos alunos, é necessário conhecer como a aprendizagem se processa, ou seja, de que maneira o aluno aprende, e também quais os fenômenos que o influenciam. O livro organizado por Evelyn Boruchovitch e José Aloyseo Bzuneck reúne nove artigos atuais e concernentes à Psicologia Educacional, que buscam lançar luz sobre diferentes visões da área. No primeiro capítulo, chamado Aprendizagem por processamento da informação: uma visão construtivista, José Aloyseo Bzuneck expõe a ótica construtivista do modelo de processamento de informação. A nova abordagem concentra-se apenas no funcionamento cognitivo, expli-cando a atividade mental do aluno individualmente. O autor descreve o fluxo da informação, explicando os papéis e limitações dos tipos de memória que selecionam a entrada de informação do ambiente, processam as informações, operam e codificam o novo conhecimento associando-o a um já existente, para então armazená-lo de maneira organizada e poder recuperá-lo posteriormente. Esse esquema é usado para explicar a incapacidade de alguns alunos de focar a atenção, descrevendo estratégias adequadas e inadequadas tanto de professores quanto de alunos no processo de aprendizagem. Evelyn Boruchovitch, no segundo capítulo, A auto-regulação da aprendizagem e a escolarização inicial, revê o conceito de auto-regulação em diversas abordagens teóricas, inclusive do processamento de informação, para expor a importância da metacognição desde a infância e, especialmente no ensino fundamental, para desenvolver estratégias de autocontrole. A autora cita pesquisas que demonstram que atrasos no desenvolvimento metacogni-tivo estão relacionados a baixo desempenho escolar, sugerindo estratégias motivacionais que promovam o desenvolvimento da auto-regulação, responsabilizando o aluno pela sua aprendizagem. O terceiro capítulo, A aprendizagem por meio de jogos: uma abordagem cognitivista, escrito por Maria Aparecida Mezzalira Gomes e Evely Boruchovitch, apresenta os benefícios de se utilizarem jogos com alunos, que podem servir tanto para fins de diagnóstico e intervenção, quanto para auxiliar a criança a auto-avaliar seu desempenho e desenvolver a auto-regulação de seus processos cognitivos e afetivos, o que será útil não apenas na escola, mas também em seu desenvolvimento profissional. Utilizando como referência a teoria do processamento de informação, as autoras demonstram que os desafios do jogo são representativos das exigências da vida real, portanto, seu uso tem fins de aprendizagem. O quarto capítulo, intitulado A importância da compreensão de leitura para a aprendizagem de universitários, de

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Miguel, F. K. (2005). Aprendizagem: processos psicológicos e o contexto social na escola. Psico-USF, 10(1), 105–106. https://doi.org/10.1590/s1413-82712005000100014

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