Abstract
A disseminação de desinformação por meio de plataformas digitais e aplicativos de mensagens tem se acentuado nos últimos anos e levado riscos à manutenção de um espaço público democrático e à preservação da liberdade de expressão. A lógica de negócio destas plataformas traz em seu bojo um componente nocivo: ao conter os internautas nas chamadas bolhas ou câmeras de eco, cria um ambiente favorável à reafirmação de posições não abertas ao diálogo crítico, o que pode multiplicar a intolerância e agravar a polarização política. O presente artigo desenvolve uma revisão de literatura sobre o tema, abordando 34 artigos acadêmicos e livros, além de três entrevistas em profundidade, realizadas com estudiosos do assunto, para entender se esta dinâmica das redes digitais e o consequente clima de polarização que ela suscita contribuem para alavancar o ciberpopulismo de extrema direita.
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Sanches de Frias, E. (2022). Inteligência artificial, desinformação e populismo digital. Razón y Palabra, 25(112), 12–31. https://doi.org/10.26807/rp.v25i112.1854
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