Abstract
Este artigo pretende desafiar interpretações tradicionais sobre o papel da idéia de trabalho nos argumentos lockeanos para a apropriação privada, explorando em textos secundários as raízes religiosas e morais da noção. Conclui que não se resume a esforço físico, nem à produção de valor de troca no mercado, mas diz respeito a um ideal robusto e exigente de florescimento humano, de dimensão material e intelectual, que traz implicações ambíguas ao argumento central e coloca em cheque sua capacidade de justificar arranjos específicos de propriedade.
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Vivan Filho, G. T. A. (2019). O chamado. Cadernos de Ética e Filosofia Política, 1(34), 38–54. https://doi.org/10.11606/issn.1517-0128.v1i34p38-54
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