Radicais, Raciais, Racionais: a grande fratria do rap na periferia de São Paulo

  • Kehl M
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demaio de 1999. Tem mais gente do que no anopassado, ou retrasado, mas a diferenca nao emuito significativa. O que chama a atencao e a presencade um outro tipo de gente, um “publico” diferente da mi-litância petista que ja se pode chamar de tradicional, 18anos depois. Sao jovens das periferias de Sao Paulo. Acaracterizacao e clara. Olha-se para eles e se ve que naovieram dos sindicatos, das comunidades catolicas, da baseorganizada de alguns deputados, da militância feminista.Esta mocada usa bone, bermudas largas, moletons imen-sos, cabelo raspado e oculos escuros. Sao escuros tam-bem, a grande maioria. Estao atentos, um pouco tensos,impacientes, mas nada agressivos. Escutam os discursos(sempre os mesmos, sempre chatos, com excecao das fa-las vivas do Lula e do Vicentinho), aplaudem, vaiam, re-petem algumas palavras de ordem. O clima e pacifico eordeiro, contrariando preconceitos da classe media bran-ca. Alguns garotos sobem nas janelas do predio dos Cor-reios para ver melhor; um vitro abre sozinho, pode-sepresentir uma invasao, mas nao: os proprios meninos seencarregam de fechar o vidro e continuam equilibradosperigosamente, assistindo a tudo la do alto.Quando o animador do comicio anuncia a apresenta-cao de alguns grupos de

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Kehl, M. R. (1999). Radicais, Raciais, Racionais: a grande fratria do rap na periferia de São Paulo. São Paulo Em Perspectiva, 13(3), 95–106. https://doi.org/10.1590/s0102-88391999000300013

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