Estratigrafia dos Derrames de Basaltos da Formação Serra Geral (Ribeirão Preto - SP) Baseada na Geologia Física, Petrografia e Geoquímica

  • Fernandes A
  • Maldaner C
  • Sobrinho J
  • et al.
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Abstract

A motivação que levou ao estudo da geologia física e química dos basaltos de Ribeirão Preto foi investigar a existência de recarga do Sistema Aquífero Guarani (SAG) através dos basaltos do Aquífero Serra Geral (ASG), objetivo do projeto abreviadamente denominado FRATASG. Além de métodos hidrogeológicos, a pesquisa demandou uma investigação geo- lógica de detalhe, a qual é essencial para a elaboração de modelos conceituais de circulação de água subterrânea em aquí- feros complexos, caso dos basaltos do ASG. Assim, o estudo contemplou trabalhos de campo para descrição dos aspectos macroscópicos e das relações entre os basaltos e os arenitos subjacentes, coleta de amostras e análises petrográfi cas e quí- micas. Também foram utilizados dados de perfi s litológicos de cinco poços construídos no projeto FRATASG, fundamen- tais para o estabelecimento da estratigrafi a em subsuperfície. O estudo concluiu que, na área de Bonfi m Paulista, ocorrem quatro derrames de basaltos, denominados B1, B2, B3 e B4, do mais antigo para o mais jovem. A ocorrência de B4 é muito restrita, pois foi erodido em grande parte. B1 e B2 apresentam espessuras de, em média, 45 e 55 m, respectivamente. Todos os quatro basaltos são do tipo sheet like lobes e devem ter sido colocados pelo mecanismo de infl ação. B1 apresenta espes- sa crosta vesicular superior e, assim como em B2, pode apresentar mais de um nível vesicular no topo. Colunas de resfria- mento foram observadas em B2 e B3, sendo mais espetaculares em B3 devido à presença de uma camada colunada inferior (B3-C) e uma sobreposta com entablamento (B3-E). B3 é o derrame mais espesso (75 a 100 m) e contém brechas hidráuli- cas distribuídas em bolsões, posicionados na camada B3-C, ou ao longo de fraturas sub-horizontais que até hoje permitem circulação de fl uidos (água subterrânea). B3 apresenta composição química homogênea e é perfeitamente distinguível de B1 e B2 com relação a vários óxidos (Al2 O3 , P2 O5 , Fe2 O3, TiO2 e MgO) e elementos traço (Ni, Zn, Cu, Y). A distinção en- tre B1 e B2 restringe-se aos óxidos P2O5 e TiO2 e aos elementos Cu, Zn, Y e Ni.

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Fernandes, A. J., Maldaner, C. H., Sobrinho, J. M. A., Pressinotti, M. M. N., & Wahnfried, I. (2010). Estratigrafia dos Derrames de Basaltos da Formação Serra Geral (Ribeirão Preto - SP) Baseada na Geologia Física, Petrografia e Geoquímica. Geologia USP. Série Científica, 10(2), 73–99. https://doi.org/10.5327/z1519-874x2010000200006

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