Abstract
Este artigo, após uma contextualização teórica da interface filosofia e saúde, propõe dois métodos filosóficos complementares de aplicação para a área da Saúde Coletiva: o da genealogia filosófica e o filosófico-conceitual. O primeiro, desconstrutivo, permite a desnaturalização de idéias às quais se atribui um valor de verdade. O segundo, construtivo, promove reconceitualizações cujo valor não mais se oculta sob a idéia de verdade. Ambos não encerram doutrinas filosóficas e mantêm o caráter questionador da filosofia, constituindo-se como um instrumental para se pensar os conceitos envolvidos e propostos nas práticas e políticas de saúde.After a brief review of the relations between philosophy and health, this paper proposes two complementary philosophical methods to be used by Public Health: the philosophical genealogy method and the philosophical-conceptual method. The first method (deconstructive) allows us to denaturalize ideas to which a truth value has customarily been ascribed. The second (constructive) promotes new concepts whose value does not depend on the notion of truth. Both serve the purpose of reflection on concepts used by health policy and practice.
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Martins, A. (2004). Filosofia e saúde: métodos genealógico e filosófico-conceitual. Cadernos de Saúde Pública, 20(4), 950–958. https://doi.org/10.1590/s0102-311x2004000400009
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