Abstract
A quimioterapia antineoplásica é um recurso terapêutico utilizado, a cada ano, por mais de 10 milhões depessoas em todo o mundo. Entre suas complicações, destacam-se a mucosite e a neutropenia que predispõemestes pacientes a infecções oportunistas. A colonização prévia da boca por leveduras do gênero Candida está associada ao risco aumentado de infecções tanto localizadas como sistêmicas, estas últimas com elevadoíndice de mortalidade (30 a 40%). Este estudo, de caráter quantitativo e descritivo, teve como objetivo investigara microbiota de leveduras da boca de pacientes portadores de câncer, por meio de cultura quantitativa,contagem e identificação de colônias, no início da quimioterapia, no Hospital do Câncer de Maringá. Dos 26pacientes examinados, 20 (77%) apresentaram leveduras, 18 estavam colonizados por uma única espécie edois por duas espécies diferentes. Dos 22 isolados obtidos, 16 (73%) eram Candida albicans. Os resultadosquantitativos revelaram que 61,5% dos pacientes estavam significativamente colonizados, previamente aotratamento quimioterápico. Essa constatação desperta a atenção no sentido de se estabelecer cuidados visando evitar o desenvolvimento do processo infeccioso, tendo em conta a potencialização dos riscos após o início da quimioterapia.(AU)
Cite
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Kemmelmeier, E. G., Ferreira, M. E., Stefano Filho, L. C., & Svidzinski, T. I. E. (2008). Colonização da muscosa oral por leveduras, em pacientes oncológicos, encaminhados para quimioterapia em Maringá - PR. Ciência, Cuidado e Saúde, 7(0). https://doi.org/10.4025/cienccuidsaude.v7i0.6567
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