Abstract
O artigo objetiva conhecer o contexto histórico e o teórico-conceitual da Teoria da Complexidade. Mais especificamente, investiga os entrelaçamentos paradigmáticos, a incompletude e a inteligibilidade do conhecimento de complexidade moriniano e sua relação com a educação. A metodologia possui o caráter exploratório de abordagem qualitativa por meio de pesquisa do tipo teórico-bibliográfica. A discussão privilegia o movimento dialógico de integralização de epistemologias e saberes ligados aos princípios da dialogicidade (FREIRE, 2005); da reflexibilidade coletiva e múltipla (BECK, 2003); da demodiversidade (SANTOS, 2016); e, da inteligibilidade (MORIN, 2002). Os resultados indicam que a teoria da complexidade não nega os limites e as possibilidades da epistemologia da ciência clássica, mas a incorpora a sua inteligibilidade complexa. Destaca-se que a educação, no pensamento complexo moriniano, vislumbra no horizonte a formação de um sujeito conhecedor de sua situação de cidadão planetário preparado para exercer uma autonomia complexa, a consciência reflexiva e os efeitos da globalização. Assim, aponta-se que, na ótica da complexidade, a contemporaneidade demanda uma nova abertura cognitiva, uma revolução mental capaz de se constituir em mais do que teorias pedagógicas, deslocando-se da perspectiva individual, normativa e prescritiva para o reaprender a pensar por meio dos saberes metacognitivos e de uma inteligibilidade coletiva.
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Pereira, R. T., Pinho, M. J. de, & Almeida, I. N. S. de. (2019). PENSAMENTO COMPLEXO E EDUCAÇÃO. DESAFIOS - Revista Interdisciplinar Da Universidade Federal Do Tocantins, 6(1), 75–86. https://doi.org/10.20873/uft.23593652201961p75
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