Abstract
O objetivo desse artigo é apresentar um quadro geral das análises cognitivas e normativas especialmente de trabalhos europeus e francófonos. O argumento principal desses trabalhos, é que políticas públicas não se resumem aos interesses dos atores ou aos contextos e arranjos institucionais. Desse modo, nos concentramos nas teorias e noções mais “otimistas” quanto às ideias, considerando que essas possuem efeitos independentes e impactos significativos no desenvolvimento de políticas públicas. Este artigo se organiza em cinco seções. Na primeira delas, busco sistematizar algumas clarificações sobre as variáveis ideias. Na segunda, indico alguns dos motivos pelos quais as análises cognitivas são abundantes nos contextos europeus e especialmente nas análises de políticas públicas na França. A terceira se dedica à retraçar em linhas gerais uma das mais influentes noções analíticas que estruturou o campo francês de pesquisa de políticas públicas e segue influenciando o debate atual: a noção de referencial. Na quarta seção, tratamos de retraçar as propostas de aproximações de entre três abordagens que lidam com categorias de análises próximas: referencial de Jobert e Muller (1987), coalizão de defesa de Sabatier e Jenkins-Smith (1993, 1999) e paradigma de Hall (1993). Por fim, apresento de maneira reduzida um outro tipo de abordagem - os instrumentos de políticas públicas - que também tem se mostrado bastante profícua, indicando algumas pistas para agendas de pesquisas.
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Tomazini, C. (2018). As Análises Cognitivas De Políticas Públicas: Uma Agenda De Pesquisa. Revista Política Hoje, 27(1), 25–41. https://doi.org/10.51359/1808-8708.2018.239107
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