Abstract
Dentre os materiais não convencionais utilizados na construção civil, o bambu apresenta potencial de aplicação devido suas propriedades mecânicas, rápido crescimento, baixo custo, grande disponibilidade e capacidade de sequestro e armazenamento de CO2. Este trabalho teve o objetivo de avaliar o potencial de redução do impacto de mudanças climáticas com o uso de colmos de bambu aplicados em habitações. Para isso foi utilizada a metodologia de Avaliação do Ciclo de Vida Dinâmica (ACVd). A unidade funcional escolhida foi: “1 metro de colmo Phyllostachys pubescens com resistência à compressão mínima de 46 MPa e vida útil de dois anos”. Foram quantificadas as emissões de gases de efeito estufa nas etapas de plantio, corte, tratamento e transporte dos colmos para diferentes localidades do país. Foram considerados diferentes cenários de fim de vida: (1) reciclagem, (2) aterramento (3) incineração. Os dados de produção dos colmos foram cruzados com o futuro déficit habitacional brasileiro, adotando a aplicação dos colmos como escoras para a construção de habitações. Ao final da pesquisa foi possível mapear quais as regiões brasileiras são as mais indicadas para o uso desses colmos de bambu. O uso de colmos como escoras para a superação do déficit habitacional brasileiro, entre os anos de 2020 e 2040 pode resultar em -0,10 MtCO2-eq (Reciclagem) a +0,08 MtCO2-eq (Incineração). Para os cenários de emissão negativa, o uso de colmos de bambu pode ser enxergado como uma estratégia de compensação climática, sendo, portanto, uma justificativa importante para o incentivo do bambu no setor da construção civil
Cite
CITATION STYLE
Caldas, L. R., Rodriguez, L., Menezes, B., & Toledo Filho, R. (2020). Avaliação do potencial de mitigação das mudanças climáticas com o uso de colmos de bambu na construção civil brasileira. LALCA: Revista Latino-Americana Em Avaliação Do Ciclo de Vida, 4, e45188. https://doi.org/10.18225/lalca.v4i0.5188
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.