Abstract
Estamos no ano de 2013. Em Portugal, a “dieta macroeconómica” faz o seu caminho no âmbito do programa de ajustamento económico e financeiro acordado com a Troika. Ao mesmo tempo, assistimos ao processo de desterritorialização de parcelas significativas do território português. O território nacional adquire uma forma quase arquipelágica, como se as economias locais e regionais fossem ilhas isoladas e, sem mercado interno 1 Este texto está escrito de acordo com a antiga ortografia. 44 digno desse nome, perdessem sentido, significado e sustentabilidade. Face à emergência e gravidade desta disrupção e fragmentação territorial, este é, porventura, o momento mais crítico para retomar uma linha de rumo que volte a reterritorializar todos estes fragmentos dispersos. Estamos a falar de uma nova geografia dos territórios em que a acção colectiva e a cooperação em rede assumem o papel principal. Este é, por isso, o tempo dos territórios-rede.
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Covas, M., & Covas, A. (2013). A construção social dos territórios-rede da 2a ruralidade - Dos territórios-zona aos territórios-rede - Construir um território de múltiplas territorialidades. GOT - Geography and Spatial Planning Journal, 3, 43–66. https://doi.org/10.17127/got/2013.3.003
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