Abstract
RESUMO: A partir da premissa de que a gramática tradicional é, sob o ponto de vista cultural e histórico, um Instrumento lingüístico (Auroux, 1998) importante à sociedade, tratamos de anali-sar A nova gramática do português contemporâneo, de Celso Cunha e Lindley Cintra (1985). Nosso objetivo é mostrar que a gramática tradicional é, também, um lugar em que ficam registrados aspectos da história da língua, aí incluídos dados da realidade lingüística (hiperlín-gua). O trabalho inscreve-se no quadro da historiografia lingüística e tem a finalidade de exami-nar um conteúdo, que, nesse caso, é o registro de aspectos da variedade brasileira do português no seio de um instrumento lingüístico. PALAVRAS-CHAVE: Gramática Tradicional; Hiperlíngua; Instrumentos lingüísticos; Português do Brasil. CONSIDERAÇÕES INICIAIS m geral, os lingüistas não querem ouvir falar de gramá-tica tradicional, ou normativa, como se diz comumen-te. A premissa é a de que ela é um manual eivado de idéias ultrapassadas e que, além disso, não representa a língua. Não discutiremos aqui a pertinência ou impertinência des-sas idéias, porém, é preciso afirmar que, realmente, nenhuma lín-gua se reduz a um conjunto de regras prescritivas e que, portanto, a gramática, sob esse ponto de vista, não é a língua, nem a língua é essa gramática.
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Leite, M. Q. (2006). A Nova Gramática do Português Contemporâneo. Tradição e modernidade. Filologia e Linguística Portuguesa, 0(8), 23. https://doi.org/10.11606/issn.2176-9419.v0i8p23-50
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