Abstract
A poesia de Augusto de Campos afirmou-se concreta ao abandonar as convenções aceitas pelas gerações modernistas imediatamente anteriores. Avançou em prol de uma nova pluralidade de sentidos atingidos pela exploração intensiva do potencial expressivo da palavra e da sua materialidade. É um poeta de invenção, que recuperou a funcionalidade da página, controlando o tempo e o silêncio, que manipulam as sensações através do espaço em branco, e deslocou-se para as galerias e ruas. Neste artigo é analisada a poesia de Augusto de Campos considerando como o texto, na sua forma visual e tipográfica, activa as camadas de significação verbivocovisual e, subsidiariamente, as referências culturais e simbólicas associadas às formas da letra e aos media.
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Santos, T. (2020). Design e tipografia como elementos da expressividade da poesia de Augusto de Campos. ARS (São Paulo), 18(40), 508–584. https://doi.org/10.11606/issn.2178-0447.ars.2020.160035
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