Abstract
A Companhia de Terras Norte do Paraná foi responsável pela colonização de uma grande área nesse estado. De modo a atender a seus interesses econômicos – a venda de glebas rurais destinadas ao plantio de café – e de acordo com seu plano geral de ocupação desse território inexplorado, a companhia projetou e implantou uma rede de mais de 60 cidades entre os anos de 1930 e 1960. Este artigo analisa a formação dessa rede urbana e os projetos das cidades novas que foram pautados por dois critérios gerais: situar-se no espigão e posicionar-se junto da linha férrea recém-construída. Nessa análise, atenta-se para os elementos básicos que ajudaram a definir cada nova forma urbana: a conformação urbana e a gênese de cada traçado, com sua particular relação com o sítio natural e os assentamentos vizinhos; a posição dos edifícios institucionais no tecido urbano; o desenho das vias e sua hierarquia; a forma e a localização dos espaços públicos e das praças; o formato das quadras e dos lotes.A ocupação dessa área e a construção de uma nova paisagem estruturada pelo planejamento regional e pela fundação de uma rede de cidades demonstram a visão que tinha a empresa do papel da cidade e do campo na vida urbana da região.
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Rego, R. L., & Meneguetti, K. S. (2008). O território e a paisagem: a formação da rede de cidades no norte do Paraná e a construção da forma urbana. Paisagem e Ambiente, (25), 37. https://doi.org/10.11606/issn.2359-5361.v0i25p37-53
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