Abstract
Introdução: As baterias clássicas de caracterização de afasia são demasiado longas para serem utilizadas no contexto do acidente vascular cerebral agudo ou como ferramenta de monitorização. O Aphasia Rapid Test é uma escala de 26 pontos desenvolvida como teste de cabeceira para avaliar a gravidade da afasia num doente com acidente vascular cerebral em menos de três minutos. O objetivo do estudo é adaptar e validar a escala para o português europeu.Material e Métodos: Foram avaliados 56 doentes com acidente vascular cerebral no primeiro e sétimo dia pós-acidente vascular cerebral. Ao sétimo dia, foram avaliados por dois avaliadores independentes para avaliar o acordo interavaliadores. Para estudar a validade concorrente, a 20 doentes foi aplicada também a Bateria de Avaliação de Afasias de Lisboa. A capacidade preditiva do Aphasia Rapid Test foi avaliada aos seis meses, através do valor da subescala de afasia do National Institutes of Health Stroke Scale.Resultados: A tradução para o português europeu baseou-se nas versões francesa e inglesa, respeitando a frequência de utilização das palavras. O α de Cronbach foi de 0,796. O coeficiente de concordância entre examinadores foi excelente (0,985). A correlação entre o Aphasia Rapid Test e a Bateria de Avaliação de Afasias de Lisboa é forte (r = -0,958, p < 0,001). Os gráficos de Bland-Altman corroboram as boas concordâncias interavaliadores e validade concorrente. O Aphasia Rapid Test no primeiro dia é preditor independente do resultado a longo prazo.Discussão: Este estudo apresenta resultados confiáveis para o português europeu, com valores de consistência interna, concordância interavaliadores e validade concorrente adequados.Conclusão: O Aphasia Rapid Test é um bom instrumento para avaliação e monitorização da afasia em doentes com acidente vascular cerebral.
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Tábuas-Pereira, M., Freitas, S., Beato-Coelho, J., Ribeiro, J., Parra, J., Martins, C., … Santana, I. (2018). Aphasia Rapid Test: Estudos de Tradução, Adaptação e Validação para a População Portuguesa. Acta Médica Portuguesa, 31(5), 265–271. https://doi.org/10.20344/amp.9090
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