Abstract
Diante da internalização das universidades brasileiras e a crescente pressão por publicação em inglês em periódicos internacionais bem qualificados, a questão do plágio adquire contornos mais complexos (FERREIRA; PERSIKE, 2014) como, por exemplo, o aspecto cultural. Este estudo analisa a visão do termo em manuais de ensino da escrita acadêmica em português e a compara com a visão anglófona (SCOLLON, 1995). A visão anglófona foi investigada em revisões da literatura sobre o tema e em sites das principais editoras internacionais. A visão brasileira foi abordada em oito importantes manuais de ensino da escrita acadêmica em português. Verificou-se que o termo é evitado no Brasil, enquanto no contexto anglo-saxão, é amplamente discutido e seu ensino defendido. Além de ser definido de maneira superficial – quando há definição –, a prevenção ao plágio não é abordada, uma vez que as habilidades essenciais do letramento acadêmico para a elaboração de textos, como a paráfrase, não são contempladas adequadamente nos materiais.
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Ferreira, M. M., & Persike, A. (2018). As concepções brasileira e anglófona de plágio: um estudo preliminar. Signótica, 30(2), 149. https://doi.org/10.5216/sig.v30i2.46558
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