Abstract
O texto apresentado é parte do relatório de pesquisa preliminar, financiado pela FAPESP eque busca discutir os princípios histórico-filosóficos que fundamentam as propostas deeducação no MST, sua concepção educacional e sua visão de mundo, visto que esseMovimento entende como inexorável a reforma da educação, adaptada e adequada àscondições do meio rural e entendida, a partir desse pressuposto, como instrumento capazde libertar a classe trabalhadora da exploração a que está submetida, provendo assim oacesso ao saber àqueles que foram de alguma forma, excluídos da sociedade capitalista.A necessidade de se aprofundar neste tema surgiu a partir do estudo desenvolvido durantea pesquisa realizada para a obtenção do título de mestre, momento em que me dediquei aanalisar as práticas educativas e formativas do MST e as experiências de formaçãodesenvolvidas no interior desse movimento. Ao ingressar no programa de doutorado daFaculdade de Educação da UNICAMP, procurei verificar o porquê de propostassemelhantes às do MST, apresentadas na primeira metade do século XX, não terem sidoimplementadas, ou pelo menos, não terem atingido os resultados esperados à época,ocasionando o retorno de sua apologia na atualidade.Ao buscar compreender seus pressupostos, pude verificar que este movimento padece dealguns problemas que estão na origem de sua formação, dado que ao aderir aocomunitarismo-cristão e ao pragmatismo, consubstanciado num ecletismo pedagógico ficaimpossibilitado de compreender a realidade a partir da relação dialética propugnada pelomaterialismo histórico, que pretendem aderir.
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Bezerra Neto, L. (2012). Educação do campo ou educação no campo? Revista HISTEDBR On-Line, 10(38), 150. https://doi.org/10.20396/rho.v10i38.8639696
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