Mediação segundo Peirce e Latour

  • Santaella L
  • Cardoso T
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Abstract

O presente artigo pretende explorar o conceito de “mediação” na obra de dois autores: Charles S. Peirce e Bruno Latour. Sem a intenção de confrontar ambas as teorias, o artigo dedica-se a uma tarefa prévia que é aquela de explicitar a natureza desse conceito na obra de cada um desses pensadores. Em Peirce, o conceito de mediação é lógico e radicalmente abstrato. Este artigo busca trilhar o caminho realizado por Peirce para alcançar o nível de abstração a que chegou, examinando as consequências des. A seguir é apresentada a proposta antropológicasociológica latouriana, destacando sua crítica aos dualismos próprios da modernidade, sua proposta para a ação dos híbridos, e a articulação de tal proposta com as noções latourianas de intermediário, mediador e actante. Tanto em Peirce como em Latour, nota-se a existência de uma dimensão não dual, que rompe, em certo sentido, com o dualismo sujeito/objeto ao instaurar o “império do meio”. Fica assim evidenciada a proeminência da mediação como ação do meio. Com isso, o presente texto pretende servir de base para pesquisas sobre mediação, dada a relevância desse conceito em um mundo mergulhado em antagonismos nos quais se encontra em falta o império do meio.

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Santaella, L., & Cardoso, T. (2020). Mediação segundo Peirce e Latour. Lumina, 14(3), 5–21. https://doi.org/10.34019/1981-4070.2020.v14.31001

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