Entorse de tornozelo

  • Rodrigues F
  • Waisberg G
N/ACitations
Citations of this article
91Readers
Mendeley users who have this article in their library.

Abstract

Outro fator que piora o prognóstico das lesões ligamentares do tornozelo é a associação de varo no retropé, que foi determi-nante na evolução para artrose em longo prazo (30 anos) 11 (C). A pesquisa por tomografia computadorizada mostrou-se confi-ável para quantificar o varo. Este fato encoraja a realização da osteotomia valgizante do calcâneo nas instabilidades crônicas associadas a varo do retropé 12 (B). Qual é a conduta a ser adotada nas instabilidades crônicas? Cerca de 20% das entorses de tornozelo podem evoluir com algum tipo de instabilidade após seis meses da lesão inicial, acompanhada ou não de frouxidão ligamentar. Os pacientes com boa contensão mecânica – chamada instabilidade funcional – têm como causa a falha na propriocepção, e são tratados com métodos fisioterápicos. Mesmo aqueles pacientes com frouxidão ligamentar possuem algum déficit de propriocepção, portanto também devem inicialmente ser submetidos à reabilitação. Os pacientes com instabilidade sintomática persistente podem ser submetidos à correção cirúrgica. Não existe evidência na litera-tura para determinar qual técnica de tratamento cirúrgico leva a melhores resultados, porém é demonstrado que pacientes subme-tidos à recuperação funcional com imobilizadores semi-rígidos no pós-operatório tiveram retorno mais precoce às atividades diárias, quando comparados àqueles que utilizaram imobilização gessada 13 (a). Qual é a conduta a ser adotada nas lesões osteocondrais do talus? Em pacientes sintomáticos com lesão condral do talus graus 2b, 3 e 4 de Ferkel, pode ser indicada cirurgia. Existem várias técnicas, mas as mais utilizadas são a condroplastia, microfratura ou transferência autóloga osteocondral, que quando comparadas não apresentam diferença nos resultados obtidos após dois anos de acompanhamento 14

Cite

CITATION STYLE

APA

Rodrigues, F. L., & Waisberg, G. (2009). Entorse de tornozelo. Revista Da Associação Médica Brasileira, 55(5), 510–511. https://doi.org/10.1590/s0104-42302009000500008

Register to see more suggestions

Mendeley helps you to discover research relevant for your work.

Already have an account?

Save time finding and organizing research with Mendeley

Sign up for free