Abstract
A conceituação de interculturalidade tem sido importante para a implementação de políticas educacionais. Entretanto, constitui um campo complexo de debate entre múltiplas perspectivas que não podem ser reduzidas um esquema universal. Neste contexto, as lutas por justiça social e por construir sociedade plural, democrática, requerem a compreensão dos fundamentos epistemológicos da sociedade moderno-colonial, bem como a problematização dos processos de subalternização e racialização inerentes à constituição do sistema-mundo atual. Estudos recentes, referenciados neste artigo, problematizam o modelo político de Estado-Nação e estudam suas implicações na vida e na políticas dos povos indígenas na América Latina, considerando que o reconhecimento dos povos originários como sujeitos de sua história implica em rever criticamente o imaginário produzido no processo colonizatório sustentado pelas culturas hegemônicas globalizadas. A desconstrução da matriz colonial do poder implica em desarmar o dispositivo de “raça”, que vem sendo historicamente acionado para a distribuição, dominação e exploração da população mundial no contexto capitalista-global do trabalho. E do ponto de vista do saber, torna-se necessária uma ressignificação epistemológica do conhecimento, que desconstrua o pressuposto moderno colonial da “universalidade” das “ciências” e considere as complexidades e as ambivalências produzidas no encontro entre os diferentes saberes e culturas.Palavras-chave: Interculturalidade. Decolonialidade. Indígenas.
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Fleuri, R. M. (2014). Interculturalidade, identidade e decolonialidade: desafios políticos e educacionais. Série-Estudos - Periódico Do Programa de Pós-Graduação Em Educação Da UCDB, 89–106. https://doi.org/10.20435/serie-estudos.v0i37.771
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