Abstract
Resumo Este artigo dá visibilidade a formas de ação coletiva nas periferias urbanas pouco presentes nos estudos sobre participação no Brasil: os coletivos de comunicação. Sugere uma interpretação histórico-processual para compreensão de quem são esses atores e por que são críticos à interação com o Estado. A pesquisa baseia-se na análise de conteúdo e caracterização temática exaustiva de 14.315 postagens nas páginas do Twitter e Facebook de 8 coletivos, de 4 regiões do País, durante a pandemia de covid-19, coletadas da API das plataformas de mídias sociais. Os resultados revelam a percepção dos atores de que as periferias há muito tempo atuam na base do “nóis por nóis” e a face diferenciada e, por vezes, violenta da interação do Estado com as periferias.Abstract This article sheds light on forms of collective action in urban peripheries that are rarely addressed in studies on participation in Brazil: the communication collectives. It proposes a history – and process based interpretation to understand who these actors are and why they criticize the interaction with the State. The research is based on content analysis and on an exhaustive thematic characterization of 14,315 posts on Twitter and Facebook pages of 8 collectives from four Brazilian regions, during the Covid-19 pandemic, collected from the social media platforms' APIs. The findings reveal the actors' perception that peripheries have long operated on the basis of "we for us" and disclose the differential and sometimes violent face of the State's interaction with peripheries.
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Fonseca, M., & Almeida, D. R. de. (2024). Outra face da interação: coletivos de comunicação das periferias e o Estado. Cadernos Metrópole, 26(59), 229–254. https://doi.org/10.1590/2236-9996.2024-5911
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